Se fosse possível explicar-te tudo, não precisarias de perceber nada (Agostinho da Silva)
sábado, 5 de novembro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Dexia pra lá!
É uma das maiores instituições financeiras europeias.
Tem capitais franco-belgas (e uma subsidiária luxemburguesa).
Foi um dos bancos mais bem classificados nos testes de stress levados a cabo pelas autoridades europeias de supervisão bancária.
Mas, desde o início deste ano, as suas acções acumularam perdas superiores a 65%.
Afinal, trata-se de um banco, europeu, demasiado vulnerável à crise soberana da Europa, onde os seus produtos tóxicos, nomeadamente a exposição à Grécia (incluindo a dívida pública e a privada), ultrapassa os 4,8 mil milhões de euros e a Portugal (ascende a mais de 5,7 mil milhões de euros).
Vai ser desmembrado e nacionalizado pelos governos francês e belga (o que irá seguramente ter impacto na respectiva dívida pública).
Entretanto, este fim-de-semana, Sarkozy e Merkel reuniram, de novo, tendo decidido injectar mais dinheiro (mais uns mlhares de milhões de euros) na recapitalização da banca europeia.
Com o "hair cut", entenda-se perdão, parcial da dívida à Grécia, mais do previsível, até ao final do ano, a banca europeia, mais precisamente, a alemã e a francesa, bem precisam de muitos milhões de euros para se aguentarem.
domingo, 9 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Durão
Barroso anda imparável.
Depois de um discurso no Parlamento Europeu elogiado por muitos, o Presidente da Comissão Europeia desdobra-se em entrevistas.
Mas, onde andou nos últimos anos?
Sem peso político, Barroso não esquece (ou não consegue esquecer ou não deixam que ele se esqueça) que deve o seu lugar aos principais líderes europeus.
Além disso, apanhou com o Tratado de Lisboa que, de certa forma, esvaziou algumas das suas funções, criando por um lado, o lugar de Presidente do Conselho Europeu (que preside às reuniões onde têm assento os líderes dos países membros da União), lugar exercido por um belga chamado Herman Van Rumpoy e, por outro, pelo Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, cargo exercido pela irlandesa Catherine Ashton.
Mas, o eixo Paris- Bona continua a ser quem de verdade dirige a União, com Merkel a impôr as suas ideias, levando a reboque Sarkozy, com as consequências que se conhece.
Por isso, pouca margem de manobra resta a Barroso, entalado entre o directório (Paris- Bona) que de facto dirige a União e o Sr Rumpoy, que nada mais faz, a não ser manifestar as opiniões do directório.
Quanto à Senhora Ashton, tem um papel demasiado insignificante para agora se falar dela.
Alheado disto tudo, está o Reino Unido, fora do euro e também com um pé dentro e outro fora da União (postura tradicional dos britânicos), sem fazer barulho para os mercados não repararem que a sua dívida soberana e o seu endividamento é um dos maiores da União.
E, assim, vai a Europa.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
De propósito
De facto parece de propósito.
A prisão e a libertação de Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, é inacreditável.
Contada, ninguém acredita, só assistindo e, mesmo assim!!...
Trata-se de mais um (muito) lamentável episódio de como se faz justiça em Portugal.
Este processo de Isaltino é mais um bom exemplo de como se processa a justiça portuguesa: alguém é condenado, mas recorre, o Tribunal superior confirma a decisão mas com uma pena menor e sem a pena acessória de perda de mandato.
Esta decisão, na prática, significaria que, se Isaltino fosse para a cadeia, poderia continuar a exercer o mandato para que foi eleito, como Presidente de Câmara, pelos eleitores de Oeiras.
Mas, entretanto, o condenado, recorre, com dois recursos distintos, ambos com caracter suspensivo, para o Tribunal Constitucional que decide um, mas não o outro.
A seguir o Tribunal de Oeiras manda prender Isaltino porque, alegadamente, desconhece que ainda se encontra pendente um outro recurso.
Quase 24 horas depois, e após mais um escândalo, o Tribunal de Oeiras repara o seu erro e manda libertar Isaltino.
Complicado?
Confuso?
Nã!!!!
É a justiça portuguesa na maior.
Será que a troika pode fazer alguma coisa?
domingo, 2 de outubro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
O princípio do fim
No passado fim-de-semana, realizou-se a última tourada em solo catalão.
A proibição da realização de touradas na Catalunha foi aprovada em 2010, no meio da maior polémica.
Polémica que se estendeu até sábado passado, com os apoiantes dos direitos dos animais e os apoiantes das touradas a esgrimir argumentos, e não só, num e noutro sentido.
Tradição enrarizada na cultura popular, negócio e indústria de milhões, por um lado, e direitos dos animais, como se usa dizer hoje no politicamente correcto.
Não aprecio o espectáculo, porque de um espectáculo se trata, nem entendo o risco de morte quer dos homens (e algumas mulheres) que se colocam à frente da besta, que a incitam a investir num encontro quantas vezes mortal.
Há quem lhe chame arte e diga tratar-se de uma festa.
Do outro lado da barricada, estão aqueles que defendem os direitos dos animais e lhe chamam selvajaria, mas que se reconhecem pelo radicalismo das suas posições e porque tudo o que defendem tem sempre de ser politicamente correcto e limpinho.
Seja como for, a experiência catalã vai concerteza ter consequências no futuro.
Será mesmo o princípio do fim?
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Soberania que te carregue
A chanceler alemã Angela Merkel voltou a ter mais uma tirada infeliz.
Agora, afirmou que os países da zona euro, que não cumpram os critérios de estabilidade, deveriam ter sanções agravadas, incluindo a perda de soberania.
Perda de soberania??
Mas o que será que a troika faz na Grécia, Irlanda e em Portugal?
Não se tratará de uma perda de soberania acordada com os próprios países, com os quais fazem acordo, que, sem alternativa, aceitam as regras que as instituições internacionais lhe impõem?
É lamentável que dirigentes com altas responsabilidades como Merkel se preocupem e ocupem mais a tiradas deste calibre do que a encontrar soluções para as dívidas soberanas dos países que compõem a União Europeia.
Gostava de ver impor a países como a França ou o Reino Unido as sanções de que agora fala Merkel.
domingo, 25 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Pena de morte
No passado dia 21, foi concretizada a execução de um preso norte- americano, no Estado da Geórgia, condenado à morte pelo assassinio de um polícia, em Agosto de 1989.
Se não bastassem as dúvidas surgidas ao longo do processo penal, que conduziu mais um homem à pena capital, o que releva nesta notícia, é que se trata de mais condenado à morte, num sistema judicial que, só nesta semana, já levou à morte 3 pessoas.
Nos EUA, este ano já foram executadas 36 vítimas e há mais 3251 pessoas no chamado corredor da morte.
Nunca é de mais lembrar o pioneirismo de Portugal não só na abolição da pena de morte, como também na renúncia à sua prática antes da sua abolição.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Julio Resende
Julio Resende morreu, ontem, aos 93 anos de idade.
Dizem os especialistas que Resende é um pintor de transição, entre o figurativo e o abstracto e que a sua obra se desenvolveu numa encruzilhada de pesquisas.
A imagem da foto reproduz, parcialmente, uma das suas obras mais conhecidas, Ribeira Negra (1984), na perspectiva da saída do túnel da Ribeira, onde se encontra.
domingo, 18 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
A peneira
Tem mais buracos que uma peneira.
Falo da Madeira, é claro!
Não sei o que é mais grave, se mais um buraco, agora descoberto, nas contas da região autónoma portuguesa, se da falta de controle ou fiscalização das suas contas por parte das entidades da República às quais incumbe tal competência.
Duvido que as gentes da Madeira penalizem os políticos que causaram mais este rombo nas contas regionais e, consequentemente, nas contas da República.
Afinal, são essas mesmas gentes que beneficiam do descontrole das contas regionais que os continentais, ou os chamados cubanos, continuam a suportar.
A Madeira desenvolve-se à custa da pobreza de outras zonas do continente.
A solidariedade na austeridade tem que ser repartida por todos, do litoral ao interior, do norte ao sul, do continente às ilhas.
Senão é caso para perguntar: Madeira para que te quero?
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Morrer de inveja
"Assobiam-me porque sou rico, bonito e um grande jogador. Têm inveja de mim. Não há outra explicação", afirmou Cristiano Ronaldo, no final do jogo entre o Real Madrid e o Dínamo de Zagreb.
Rico deve ser concerteza.
Bonito é discutível (gostos não se discutem).
Grande jogador seguramente não é.
Que joga bem futebol, claro que sim.
Mas para se ser um grande jogador é preciso ter outras capacidades que CR definitivamente não revela possuir.
E é pena.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A meia haste
O senhor da foto é o comissário europeu da Energia, de nacionalidade alemã, de seu nome Gunther Oettinger.
Segundo um jornal alemão, ele defendeu que as bandeiras dos países endividados (os pecadores da dívida como lhes chamou) deveriam ser colocadas a meia haste nos edificios da União Europeia.
Claro que cada um tem a opinião que quer.
Mas, a opinião do comissário europeu (que é do mesmo partido da chanceler alemã Merkel) é mais uma pedrada contra os países pecadores (os "periféricos" ou seja a Grécia, a Irlanda e Portugal).
Além disso, ilustra bem o que pensa a opinião pública alemã (em quem ele estava seguramente a pensar) sobre os países endividados, que a "solidariedade" europeia "obriga" a que sejam "ajudados".
Não há dúvida que (nós portugueses) vamos pagar bem o delírio despesista que se seguiu à adesão à então CEE e à embriaguez de dinheiro que nos inundou.
Com medidas impostas de fora e humilhações provocadas por quem de facto detém o poder e o dinheiro que nos permite, enquanto nação, sobreviver.
Será que vamos aprender a lição?
domingo, 11 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Momentos suaves
Mário Soares teve uma semana em cheio.
Primeiro foi à Figueira da Foz participar nas conferências "Conversas do Casino", que decorrem no Casino daquela cidade, onde criticou o actual Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, dizendo que não o percebe, que Portugal precisa de políticos e que ele é um político ocasional.
Longe vão os tempos em que Soares era primeiro- ministro de Portugal por isso é natural que ele se tenha esquecido de quem eram os ministros das Finanças nos Governos que chefiou quando o FMI esteve em Portugal.
Silva Lopes, economista, foi e é um técnico (excelente acrescente-se) e foi político ocasional (ministro das Finanças em 1978), embora mais tarde tenha sido também deputado.
Ernâni Lopes, economista e professor, outro excelente técnico e político ocasional, quando assumiu a pasta das Finanças (entre 1983 e 1985).
Não tenho dúvidas que o actual ministro das Finanças é confrangedor como comunicador, mas não creio que tal possa ou deva ser utilizado para o criticar, pois deverá sê-lo pelas medidas que toma(r).
E, muito menos, por Soares.
Esperemos que Portugal tenha já ultrapassado a época em que o Governo vivia de grandes apresentações públicas de projectos que nunca passaram disso.
O segundo grande momento da semana para Mário Soares foi a sua ida ao Congresso do PS apadrinhar António José Seguro (depois de 25 anos de ausências em congressos do PS).
Com o respeito que a sua idade e passado merecem e xigem, Soares não deveria ter ido.
Não levou nenhuma mais-valia ao partido e Portugal precisa de vozes isentas, não empenhadas partidariamente (embora todos saibamos qu eo PS é o seu partido) que digam alto o que lhes vai na alma, sem serem conotadas com o partido A ou B.
Para Seguro, a presença de Soares no congresso, mais pareceu o apoio que o avôzinho dá ao neto, quando ele se lança num qualquer empreendimento (tipo "vai meu rapaz que agora é a tua vez como eu sempre previ"...).
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Dos Santos e companhia
Angola tem vindo a ser noticia nestes últimos dias por causa da violência da polícia e das detenções efectuadas nas manifestações ocorridas em Luanda contra o Presidente Eduardo dos Santos.
Dizem que os detidos vão ser sujeitos a julgamentos sumários e estão incontactáveis.
De vez em quando, estas notícias fazem-nos lembrar que para lá das riquezas do país africano e da sua elite, existe um povo oprimido e explorado que vive na pior das misérias.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
I don´t like mondays
Devem ser poucos os que gostam das segundas-feiras.
Mas esta última, em particular, foi negra, principalmente, para as bolsas europeias, penalizando, sobretudo, os títulos financeiros.
Os especialistas (que os há sempre) avançaram várias explicações para o sucedido.
Os resultados desastrosos para a CDU da Sra. Merkel, em mais umas eleições estaduais alemãs, a demora dos europeus em implementarem as medidas aprovadas no Conselho Europeu de Julho passado (que ainda não sairam do papel), as desconfianças sobre a ajuda à Grécia e a (in)capacidade deste país em dar a volta à crise em que vive mergulhado, as notícias sobre a economia norte- americana e as medidas restritivas que vários países europeus vão implementar em breve (caso da Itália e da França).
Não há dúvida que os mercados (quais vampiros) têm muito sangue para sugar!
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